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INSTRUÇÕES PARA ENCONTRAR O SENDERO NA FLORESTA, João Eduardo Hidalgo
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Sendeiros e veredas: crônicas e ensaios.

 

João Eduardo Hidalgo é professor universitário, pesquisador especialista em assuntos culturais e artísti-cos. Bacharelou-se em Letras pela Universidade de São Paulo, fez pós-graduação na Escola de Comunicação e Artes da mesma universidade, foi bolsista na Universi-dade Complutense de Madrid e concluiu um doutora-do sobre a cinematografia de Pedro Almodóvar.
Pesquisar o cinema de Almodóvar é percorrer os sendeiros da nossa contemporaneidade artístico - cul-tural. São amplos e variados os temas culturais considerados e estudados por Hidalgo e constitutivos da poética almodovariana, como a paródia, a auto- paródia, os diálogos entre a pintura, o teatro, a música, a literatura, assim como as referências à história do cinema. A tese de Hidalgo sobre Almodóvar é de leitura necessária a quem estuda Almodóvar e a cultura dos tempos atuais.
Instruções para encontrar o sendeiro na floresta são crônicas e ensaios. O autor atribui a origem dos textos à sua ?memória afetiva?, à ?reação a fatos que [o] perturbaram e [o] fizeram reagir escrevendo?. Os seus escritos seriam, como crônicas, o registro de fatos cotidianos em linguagem literária. Acrescente-se, às crô-nicas, a forma ensaística, que margeia a aridez  da especi-alização  acadêmica  e  que  mais sugere  do  que conclui.
Porém, o cronista e ensaísta é também um especialista acadêmico nos estudos culturais do cinema, da literatura e das artes. Ele observa, às vezes, o tema como especialista, mas o expõe como cronista, como discípulo fiel do aspecto mais precioso da crônica, a narrativa ligeira, bem escrita, a conversa descontraída sobre fatos cotidianos, sobre Federico Fellini, por exemplo, no Lungomare de Rimini.
Mas somente o olhar treinado de um especialista ligaria o cinema iraniano de Abbas Kiarostami, Jafar Panahi e Ebrahim Foruzesh à estética do neorrealismo italiano de Roberto Rossellini, Vittorio de Sica e Luchino Visconti. São particularmente preciosas às análises de Obsessão de Visconti, Roma cidade aberta de Rossellini e Ladrões de Bicicleta de Vittorio de Sica.
O autor percorre veredas pouco habituais à cultura brasileira como o cinema iraniano, a produção de Leni Rienfenstahl, célebre e polêmica cineasta da Alemanha nazista, cujo refinamento plástico de suas imagens e brilhos formais contrastam e colidem com os conteúdos politicamente engajados e propagandísticos de suas películas. É, assim, um pesquisador, intelectual, professor universitário, com doutorado em arte e cultu-ra espanholas, mas que ultrapassa com a mesma firmeza de concepção e de pulso o perímetro da cultura espa-nhola e explora outros sendeiros no universo da cultura.
Esse livro é uma antologia de crônicas, ensaios e um relato de experiências presenciais. Hidalgo escreve sobre Almodóvar porque conhece os filmes a as artes que o artista conhece e incorpora à sua paleta, porque conhece pessoalmente Almodóvar e seu entorno madri-leno e espanhol. Acrescente-se às considerações anterio-res, a qualidade da escrita, da narrativa capaz de suscitar a curiosidade do leitor e atrair a sua atenção.

 

 

 

 

 

José Leonardo do Nascimento, São Paulo, outono de 2018.

 

 


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